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  • Nova Ideia

A Caixa de Pandora


No mito grego da Caixa de Pandora, Zeus dá a Prometeu e Epimeteu a função de criar todas as coisas vivas, desde que fizesse o homem superior a todos os outros. Epimeteu, sob a supervisão de Prometeu, porém, Epimeteu fica tão encantado por seu poder concedido pelos deuses, que quando chega a hora do homem simplesmente não tinha mais nenhuma qualidade a ser concedida. Prometeu e seu irmão decidem subir aos céus e roubar o fogo dos deuses, dando-o ao homem que, com esta ferramenta, domina todos os outros animais.

Como punição aos dois, os deuses fazem Pandora, a primeira mulher. Ela carrega uma caixa com muitos atributos que, ao ser aberta, ficam livres para atormentar a humanidade.

No fundo da caixa, porém, ainda sobrou a Esperança.

O que fica fortemente evidenciado neste mito é o medo que o masculino tem do encontro com seu feminino (outros mitos irão retratar o inverso). O homem se assusta com o feminino que há em si, com aquela parcela que Jung chamou de Anima, e que nos torna uno ao todo.

Inevitavelmente, o encontro do Animus (a parcela masculina) com a Anima despertará monstros que teremos que enfrentar, sempre com a Esperança de encontrarmos a individualização.

Não temamos, portanto, nem Pandora nem sua caixa. É necessário liberar nossos monstros, mas antes devemos conhece-los. Um por um.

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